Por que você deveria acreditar no
amoR
Momento muito peculiar esse que a gente está vivendo, especialmente
no que se refere aos assuntos do coração, às relações afetivas e à
disponibilidade real de amar, ou de ao menos tentar...
Por mais que se fale sobre essas possibilidades, por mais que se
deseje viver grandes romances, há algo contraditório no ar... É
nítida e notória a dificuldade de confiar, o medo de se entregar, a
aparente (ou verdadeira) sacanagem das pessoas, em detrimento do
que foi prometido, do que foi exposto como sentimento profundo e
genuíno.
Parece que num dia se está apaixonado... e no seguinte, tudo
acabou-se. Então, por que deveríamos continuar acreditando no amor?
Por que deveríamos continuar investindo, apostando, abrindo espaço
para novas relações?
Sabe que, por mais que eu creia - e creio mesmo! - na existência de
pessoas dignas, sinceras, transparentes, dispostas a viverem
relacionamentos baseados no respeito a si mesmas e ao outro,
nalgumas vezes me pego completamente indignada com alguns
acontecimentos. E nestes momentos, o questionamento é inevitável:
seria inocência e até teimosia continuar insistindo nesta
busca?
Casais que têm tudo para dar certo, pessoas que realmente desejam a
felicidade, homens e mulheres carentes, frágeis, que dariam o
melhor de si na tentativa de se sentirem um pouco - um pouquinho só
que seja - menos perdidos, menos confusos, mais seguros, mais
realizados... e no entanto, caem em armadilhas sem saber como
evitá-las.
Mentiras, enganos, desencontros, dores, incoerências ou meros e
súbitos diagnósticos de que o que parecia ser um encontro especial
de repente perdeu a graça... Que catástrofe, que triste, que
lamentável. Resta a um, ao outro ou aos dois aquela cara de ué, o
que foi que aconteceu???.
E de desencanto em desencanto, vamos nos tornando ressequidos,
descrentes, ocos, defendidos, magoados, sem ânimo para uma nova
tentativa...
Seria fácil para mim citar aqui tantos casais que vejo apaixonados,
felizes, completando-se... porque acima de tudo eu acredito nesta
possibilidade e consigo ver muitas relações assim. Porém,
ultimamente, o que mais tenho recebido em minha caixa postal são
depoimentos de pessoas que já não conseguem dar o próximo passo em
direção ao amor porque não agüentam mais se darem mal; porque
definitivamente não querem se decepcionar de novo...
Tais pessoas não conseguem enxergar ou acreditar em algo que não
acontece com elas, mas ainda me resta muito claramente um
argumento. Argumento este que, a meu ver, basta para que não
desistamos.
É o seguinte: o mundo é feito pelas pessoas. Nós somos as pessoas.
Eu, você, quem mora na sua casa, seus amigos, todo mundo que você
conhece e também quem você não conhece. O amor e as relações são
reflexo de cada um de nós, de nossas escolhas e intenções. O mundo
é reflexo deste conjunto de pessoas, que inclui eu, você e mais 6
bilhões de almas.
Então, para que esta realidade mude, algo dentro de nós tem que
mudar tão forte e tão positivamente que seja capaz de transformar
esta realidade externa. Por mais que a sua crença, a sua escolha ou
a sua atitude pareçam pequenas demais diante da imensidão do
universo, isto é apenas uma ilusão.
Você é tão grande quanto nunca poderá medir dentro deste cenário e
deste intenso processo de superação e amadurecimento pelo qual
passa o planeta neste momento. E se você desistir, se você
desacreditar no amor, muito será perdido. Centenas de pessoas
sofrerão por conta disso.
Você pode até não acreditar no que estou dizendo, mas é fato, é
matemático, é lógico. O meu apelo, portanto, é para que você
respire fundo e se dê mais uma chance. Sem tantas ressalvas, sem
tantos dedos apontando para o outro. Mas tendo uma certeza pessoal
de que você está fazendo tudo - absolutamente tudo - o que pode
para dar certo.
Desta forma, o amor em alguma instância, ganhará em dimensão e
profundidade e ainda que sejam os seus netos a desfrutarem dos
resultados, o mundo estará mais feliz e mais cheio de amor por
causa de você!
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